Cosmovisão

            Cosmovisão é definido como o modo pelo qual a pessoa vê ou interpreta a realidade. A palavra alemã é "Weltanschau-ung" que significa um "mundo e uma visão de vida", ou "um paradigma". É a estrutura por meio da qual a pessoa entende os dados da vida. Uma cosmovisão influencia muito a maneira em que a pessoa vê Deus, origens, mal, natureza humana, valores e destino.

            Há sete visões principais no mundo. Cada uma é singular. Com uma exceção (panteísmo/politeísmo), ninguém pode acreditar coerentemente em mais de uma cosmovisão, porque as premissas centrais são mutuamente exclusivas. É claro, e importante dizer que apenas uma cosmovisão pode ser verdadeira. As

            As sete cosmovisões principais são:

 
Teísmo / Deísmo / Ateísmo / Panteísmo / Panenteísmo / Teísmo Finito / Politeísmo

            Se você tem o desejo de ser um defensor do Evangelho, saiba que um dos pilares principais para defesa da fé é justamente saber como cada indivíduo pensa acerca do mundo (realidade). Esse conhecimento vai lhe direcionar em relação ao significado pessoal, os valores e a maneira em que as pessoas agem.

Precisamos ganhar essas almas para Jesus!

1 Tessalonicenses 5:21 / 2 Timóteo 2:24-26

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Ateísmo

            Enquanto o politeísmo dominou grande parte do pensamento grego antigo e o teísmo dominou a posição cristã medieval, o ateísmo floresceu no mundo moderno. É claro que nem todos que não tem fé num ser divino querem ser chamados de “ateus”. Alguns preferem a atribuição positiva “humanistas”. Outros talvez sejam mais bem descritos como “materialistas”. Mas todos são não-teístas, e a maioria é anti-teísta. Alguns preferem o termo mais neutro “ateístas”. Ao contrário do teísta, que acredita que Deus existe além do e no mundo, e do panteísta, que acredita que Deus é o mundo, o ateu acredita que não há Deus neste mundo e nem no além. Só existe um universo ou cosmo e nada mais.

            Já que os ateus têm muito em comum com os agnósticos e céticos, são muitas vezes confundidos com eles.

Tecnicamente, o cético diz:

- “Eu duvido que Deus exista”.

O agnóstico declara:

- “Eu não sei (ou não posso saber) se Deus existe”.

O ateu afirma:

- “Eu sei (ou pelo ao menos acredito) que Deus não existe”.

            Uma vez, porém, que os ateus são todos não-teístas e já que a maioria dos ateus partilha com os céticos a posição anti-teísta, muitos dos seus argumentos são iguais. É nesse sentido que o ateísmo moderno baseia-se muito no ceticismo de David Hume e no agnosticismo de Immanuel Kant.

Variações do ateísmo

            Em geral, há tipos diferentes de ateísmo:

a) O ateísmo tradicional (metafísico);

b) O ateísmo mitológico;            

c) O ateísmo dialético;           

d) O ateísmo semântico;           

e) O ateísmo conceitual;            

f) O ateísmo prático.            

            Para propósitos apologéticos, a maneira mais aplicável de considerar o ateísmo é no sentido metafísico. Os ateus são pessoas que dão razões para crerem que não existe Deus no mundo nem além dele. Assim, estamos falando sobre ateístas filosóficos em vez de ateus práticos, que apenas vivem como se não houvesse Deus.

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Deísmo

            Deísmo é a crença em um Deus que fez o mundo, mas nunca interrompe as operações deste com eventos sobrenaturais. É um teísmo sem milagres. Deus não interfere na sua criação. Pelo contrário, criou-a para ser independente dele mediante leis naturais e imutáveis. Na natureza, ele também providenciou tudo de que as criaturas precisam para viver.

            O Deísmo cresceu nos séculos XVI a XVIII, mas começou a morrer no século XIX. Hoje seus dogmas insistem na negação anti-sobrenatural, aos milagres e nas visões críticas da Bíblia. Representa aqueles que acreditam num ser superior que tem pouco ou nada a ver com nossas vidas.

            Todos os Deístas concordam que há um Deus. Esse Deus é eterno, imutável, inatingível, onisciente, onipotente, benévolo, verdadeiro, justo, invisível, infinito – em resumo, completamente perfeito sem que lhe falte nada. Deus é uma entidade absoluta, não uma trindade. Deus é apenas uma pessoa e não três. O conceito teísta cristão de trindade é falso e até insignificante, Deus não existe como três pessoas iguais.

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Niilismo

            Niilismo vem do latim Nihili, que significa “nada”, e expressa a negação de toda a existência ou valor. Ao rejeitar valores, o Niilismo é conflitante e contraditório. No entanto, mesmo a maioria dos relativistas ou situacionistas não negam todo e qualquer valor, apenas todos os valores absolutos.

            Niilistas menos rígidos negam apenas que qualquer valor supremo ou absoluto exista. O único valor que existe é o que nós criamos. Não há valor objetivo a ser descoberto.

Resposta Apologética

            - A negação de toda a existência é contraditória, já que é preciso existir para negar toda a existência. Quem não existe não nega nada.

            - Da mesma forma. A negação de todo valor é incoerente, já que a própria negação envolve a crença de que há valor nesta negação.

            - Os Niilistas valorizam sua liberdade de ser Niilistas. Logo, não podem escapar à afirmação implícita de valor, mesmo quando o negam explicitamente.

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Panenteísmo

            O panenteísmo não deve ser confundido com panteísmo. Panteísmo significa literalmente que tudo (“pan”) é Deus (“teísmo”), mas o panenteísmo significa “tudo em Deus”. Também é chamado de:

a) Teologia do processo: Já que vê Deus como um ser mutável;

b) Teísmo bipolar: Já que acredita que Deus tem dois pólos;

c) Organicismo: Já que vê tudo o que existe como um organismo gigantesco e;

d) Teísmo neoclássico: Porque acredita que Deus é infinito e temporal, ao contrário do teísmo clássico.

            Em lugar do Deus criador infinito, imutável e soberano, os panteístas vêem Deus como um diretor finito e mutável das questões mundiais que trabalha em cooperação com o mundo para atingir maior perfeição de sua natureza.

            O teísmo vê a relação de Deus com o mundo com a de um pintor e sua obra, o pinto existe independentemente da pintura; ele trouxe a pintura à existência, e ainda sua mente é expressa pela pintura.

            Em comparação, o panenteísta vê a relação de Deus com o mundo de maneira que a mente está relacionada ao corpo, na verdade eles acreditam que o  mundo é o “corpo” de Deus é um pólo, e a “mente” é outro pólo. No entanto, como alguns materialistas modernos que acreditam que a mente é dependente do cérebro, os panenteístas acreditam que Deus é dependente do mundo. Mas há uma dependência recíproca, um sentido em que o mundo é dependente de Deus.

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Panteísmo

            Panteísmo quer dizer que tudo (“pan”) é Deus (“teísmo”). É a cosmovisão da maioria dos hindus, muitos budistas e outras religiões da Nova Era. Também é a cosmovisão da ciência cristã, Unidade Cristã e Cientologia. Segundo o Panteísmo, Deus “é tudo em todos”. Deus permeia, abrange e se encontra em todas as coisas. Nada existe fora de Deus. E todas as coisas estão de alguma forma identificadas com Deus. O mundo é Deus, e Deus é o mundo. Mais precisamente, no entanto, no panteísmo tudo é Deus, e Deus é tudo.

            O panteísmo tem uma longa história tanto no oriente quanto no ocidente. Dos misticismos oriental dos sábios e videntes hindus ao racionalismo de filósofos ocidentais como Parmênides, Baruch Espinosa e G. W. F. Hegel, o panteísmo sempre teve seus defensores.

Tipos de panteísmo:

a)    Panteísmo Absoluto (Parmênides);

b)    Panteísmo Emanantista (Plotino);

c)    Panteísmo Desenvolvimentista (Hegel);

d)    Panteísmo Modal (Espinosa);

e)    Panteísmo Múltiplo (Radhakrisnan);

f)     Panteísmo Penetrante (Popularizada pelos filmes Guerras nas Estrelas de George Lucas)

            Existem outros tipos de panteísmo, mas estes estabelecem as características comuns da cosmovisão. Cada um desses tipos identifica Deus como o mundo, mas variam na ideia dessa identidade. Todos os panteístas acreditam que Deus e o mundo real são um, mas diferem quanto a maneira em que Deus e o mundo estão unidos. 

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Politeísmo

          É a cosmovisão que afirma a existência de muitos deuses finitos no mundo. Existem versões diferentes de politeísmo. Em algumas formas, todos os deuses são mais ou menos iguais. Cada um tem uma esfera ou domínio pessoal. Em outras, os deuses formam um hierarquia. O henoteísmo tem um Deus principal, tal como Zeus.

          Em algumas formas, tais com o panteão greco-romano, o número de deuses é limitado. O mormonismo apóia um número indefinido de deuses. Algumas formas de politeísmo estão separadas de todas as cosmovisões.

            Mas no hinduísmo, o politeísmo e o panteísmo se unem, propondo a existência de uma Brahman impessoal e mais de 330 milhões de manifestações pessoais da realidade suprema impessoal.

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Teísmo

            Teísmo é a cosmovisão segundo a qual um Deus infinito e pessoal criou o universo e intervém miraculosamente nele de tempos em tempos. Deus é transcendente sobre o universo e imanente nele. As três grandes religiões teístas são o judaísmo o islamismo e o cristianismo.

            Os que defendem a cosmovisão teístas têm crenças centrais comuns. Dependendo de quanto os teístas mantêm uma linha de coerência, seus pensamentos e ações são formados a partir deste centro:

a) Deus existe além e dentro do mundo;            

b) O mundo foi criado ex nihilo (do nada);

c) Milagres são possíveis;

d) As pessoas são feitas a imagem de Deus;            

e) Há uma lei moral;          

f) Recompensa e castigos futuros.

           

Cada vida individual, como toda a história, tem um fim ou objetivo. Ações morais humanas são recompensadas ou castigadas. Não haverá reencarnação nem segunda chance após a morte. Cada pessoa será recompensada ou castigada segundo a relação do indivíduo com Deus durante a vida. Isso se relaciona com o que a pessoa “fez” ou com a graça de Deus. Alguns teístas modernos minimizam (ou negam) o aspecto de punição do destino humano, esperando que todos sejam salvos ou pelo menos aniquilados, se forem incrédulos. Mas os teístas tradicionais acreditam que isso é ilusão. Todos os teístas, no entanto, admitem a existência de um dia em que haverá justiça.

            A verdadeira questão, é claro, não é quão satisfatória pareça ser a cosmovisão, mas se é verdadeira. Muitos não-teístas acreditam que ela não é verdadeira. Outros se contentam apenas em tentar demonstrar que argumentos a favor da existência de Deus falham. Ambos são mal sucedidos, e há bons argumentos de que o Deus teísta existe, e que há absolutos morais e vida após a morte – parte essencial de uma cosmovisão teísta.

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Teísmo Finito

            O teísmo finito é uma visão de mundo fácil de entendermos. Existe um Deus finito além do e no universo. O teísmo finito é como o teísmo, só que o deus além do universo e ativo nele é limitado em natureza e poder.

            Como os deístas, os teístas finitos geralmente aceitam a criação, mas negam a intervenção milagrosa. Muitas vezes a incapacidade de Deus de derrotar o mal é dada como razão para crer que Deus é limitado em poder.

            John Stuart Mill, William James e Peter Bertocci defendem essa cosmovisão.